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CAPACITAÇÃO: PASTORAL JUVENIL-CNBB

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DEFINIÇÃO DA PALAVRA LÍDER
Paulo de Lima – Curitiba/PR
Na conjuntura atual as grandes instituições e corporações redefinem o que seria e qual seria a tarefa de um líder, qual a concepção de liderança que se busca no mundo complexo em que vivemos. Está na moda hoje a ideia de liderança estratégica. Na Igreja sempre ouvimos falar de líder, mas com a concepção de Pastor, a exemplo do Bom Pastor que escuta, cuida, protege, indica caminhos. A animação, o pastoreio, a liderança de um grupo e das suas atividades, das quais se realiza a missão da Igreja num determinado lugar é responsabilidade, antes de tudo, do líder, coordenador, que realiza com seu grupo uma gestão compartilhada, não abdicando de sua posição e da sua tarefa de liderar. Queremos propor um modelo (quadro) para nosso estudo sobre liderança, culminando no líder Pastor. Esse modelo que propomos é baseado nos estudos do psicólogo Carl Gustav Jung que notou a existência de quatro tipos, funções psicológicas, que possibilitam a categorização de diversos estilos de líder. Desse modo vamos sintetizar, no quadro, quatro modelos, tipos de liderança: o racionalista, o empirista, o sensacionista e o dogmático. Observe o quadro a seguir e depois vamos identificar a essência e os limites de cada líder. Procure, na medida que for lendo, qual a sua referência de liderança e onde você se encaixa atualmente. Podes ainda fazendo o exercício de colocar mais características que julgue importante. 
O Líder Racionalista Esse tipo de líder tem como característica o modo intelectual de atuar e da objetivação da informação que quer repassar. O líder é aquele que realiza suas ações racionalmente refletidas. Tudo é quantificável, assim a primazia, proatividade concedida às pessoas, a qualidade das relações entre o líder e sua equipe, a estruturação das tarefas, a qualidade e a aceitação da decisão, a orientação dos planejamentos, são dados observáveis e quantificáveis, capazes de condicionar, 
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pelo líder, o comportamento de seus subordinados. Há uma homogeneização do grupo, que perde suas características individuais e um fraco interesse do líder pelo indivíduo que foca suas energias nas tarefas a serem realizadas. Reflita: a ordenação lógica e racional das coisas traz sempre a verdade? Tudo que é lógico não é necessariamente verdade; grandes mentiras sabiamente construídas são prova disso. Quanto o líder se comporta de uma maneira racionalista, não há lugar para a emoção e o aleatório das atividades empreendidas. Não há, portanto, lugar para o ser humano. Caímos na armadilha do intelectualismo. A realidade quase sempre mostra o contrário, quando vemos muitos líderes não tomando atitudes que a razão ordena. 
O Líder Empirista Esse líder é caracterizado pela forma de apreensão dos sentidos do real, ou seja, é preciso ver e a partir daí objetivar a informação. Lembra-se de Tomé ao não acreditar na Ressurreição de Jesus? O empirista é aquele que domina as técnicas que permite criar sinergia entre seu grupo/equipe. Balizando-se das concepções teóricas do racionalista, o empirista procura observar empiricamente por meio do que já deu certo em outros lugares, objetivando em sua equipe. O que resulta desse modelo são líderes que se julgam essenciais porque dominam o conhecimento e a técnica do que se propõem a fazer, enquanto os demais membros não têm os mesmos conhecimentos e as mesmas técnicas. O erro que se pode ocorrer é cair no reducionismo, pois o líder não consegue enxergar outras experiências novas que podem dar certo. Ele reduz tudo ao já testado e provado, ou seja, fazendo o mais do mesmo, muitas vezes não levando em conta as características da cultura e população local. Há uma fragmentação do real. De que adianta o líder saber que lã é uma proteína se ele não sabe que ela cresce nas costas do carneiro? 
O Líder Sensacionista O que caracteriza esse líder é seu modo subjetivo de interpretar a realidade e de avaliação da informação obtida. São os valores e aquilo que ele vivencia em sua vida que servem de motivação para liderar e motivar as pessoas à usa volta. O líder tem uma filosofia de vida. Tudo que ele faz não se torna objetivação da 
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realidade. Esse líder analisa caso a caso as situações que precisa resolver, respeitando seus aspectos fenomenológicos, ou seja, aquilo que se manifesta. Esse líder se caracteriza por sua visão, sua paixão, o conhecimento de si mesmo e sua capacidade de delegar as atividades, realizando a chamada gestão compartilhada. O líder sensacionista é aquele que tem uma visão sistêmica da realidade e realiza na sua vida aquilo que chamamos aprender a aprender. São pessoas que tem uma grande força interna, uma energia de motivação extra. 
O Líder Dogmático Esse líder une as características do racionalista e do sensacionista, é ao mesmo tempo intelectual  e subjetivo na hora de tomar decisões. A liderança é expressão da psique do líder. Tudo que ele faz é tratado a partir de sua subjetividade. Por isso, a armadilha é o misticismo, pois se postula que quando o líder tem essas características, sua personalidade é adquirida pelos membros de seu grupo. O líder dogmático tenta impor aos outros, aquilo que ele aprendeu e que ele julga que será bom para todos, mesmo as pessoas tendo personalidades diferentes. Esse líder é aquele que diz “sempre foi assim”, e não acompanha as mudanças dos tempos e da sociedade. 
O Líder Pastor Concluo com aquele que deve ser exemplo de liderança para todos que almejamos levar nossos jovens até Ele: nosso jovem amigo Jesus Cristo. Para isso me valho do texto do Pe. Carlos Mesters, carmelita, intitulado “Jesus, Formando e Formador”. “Seguir Jesus” era o termo que fazia parte do sistema educativo da época. Indicava o relacionamento do discípulo com o mestre. O relacionamento mestre-discípulo é diferente do relacionamento professor-aluno. Os alunos assistem às aulas do professor sobre uma determinada matéria, mas não convivem com ele. Os discípulos “seguem” o mestre e se formam na convivência diária com ele, dentro do mesmo estilo de vida... Ele era o amigo (Jo 15,15) que convivia com eles, comia com eles, andava com eles, se alegrava com eles, sofria com eles. Era através desta convivência que eles se formavam. Muitos pequenos gestos refletem o testemunho 
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de vida com que Jesus marcava presença na vida dos discípulos e das discípulas: o seu jeito de ser e de conviver, de relacionar-se com as pessoas e de acolher o povo que vinha falar com ele. Era a maneira de ele dar forma humana à sua experiência de Deus como Pai.” Procure o texto na íntegra e faça um exercício de se moldar ao nosso líder Bom Pastor. 
PERGUNTA: • Classifique e explique os estilos de lideranças?




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